Francisco Silva

Tema: GEOTURISMO ACTIVO E DE EXPERIÊNCIAS
Resumo:
O geoturismo integra-se no produto natureza e pode ser definido como turismo com enfoque na interpretação e apreciação da geomorfologia, do património geológico e da paisagem. Com o geoturismo pretende-se promover o turismo em geossítios, a conservação da geodiversidade e a compreensão dos fenómenos geológicos. Isto é alcançado através de visitas independentes aos “geo-recursos”, uso de “geo-trilhos” e miradouros, visitas guiadas, geoactividades e visitas a centros de interpretação geológica (Newsome e Dowling, 2010).
Facilmente se depreende que a ligação do geoturismo ao ecoturismo, turismo científico e interpretativo é extremamente forte. Nalgumas regiões, o geoturismo está também muito associado ao turismo de aventura, devido à forte atracção pelos fenómenos vulcânicos activos, que muitas vezes implicam algum risco para poderem ser observados.
Embora a actividade vulcânica nos Açores seja actualmente limitada, a aposta em formas de geoturismo activo e o reforço da ligação com o turismo de aventura apresentam vantagens significativas, especialmente porque os Açores têm como principal produto o turismo na natureza.
Alguns autores criticam essa ligação pelos potenciais impactos negativos, relacionados com a degradação da paisagem ou destruição do geopatrimónio mas, certamente que com um planeamento adequado, as vantagens dessa associação são muito relevantes e ampliadoras de oportunidades.
Nesta comunicação defende-se a valorização do segmento do geoturismo com a aposta na sua associação com outros produtos e nichos, em particular com o turismo de aventura, de experiências, cultural e touring, sendo apresentadas as vantagens deste segmento se expandir para além daquele que é o seu nicho mais restrito - os geoturistas que têm como principal motivação a pesquisa ou a interpretação dos fenómenos geológicos.


Nota biográfica:
Licenciado em Geografia, Mestre em Ciências e Sistemas de Informação Geográfica, doutorando em Geografia, na especialização em Planeamento Regional e Urbano no IGOT-UL.
Director do curso de Gestão do Lazer e Animação Turística da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (ESHTE). Membro da direcção do Centro de Estudos Superiores para o Turismo (CESTUR).
Consultor em turismo no âmbito dos Planos Estratégicos de Animação Turística para a Associação Regional do Turismo dos Açores.
Monitor e formador em Desportos de Aventura: montanhismo, escalada, canyoning e manobras de corda. Presidente da Associação Desportos de Aventura Desnível entre 1994 e 2008.

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Apresentação
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